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Mala da Maternidade

Todas as Maternidades têm a famosa lista de “o que levar para a Maternidade”. E, se é verdade que devemos consultar sempre a lista específica da maternidade onde temos intenção que nasça(m) o(s) nosso(s) filho(s), também é verdade que muitas destas listas precisam ser devidamente filtradas. Coisas como saber se a maternidade fornece ou precisamos levar toalhas de banho, lençóis de bebé, roupa/bata para o bloco de partos, são importantes para evitar levar itens desnecessários. No entanto produtos como “bicos de silicone”, “chupetas”, “faixas”, que são desnecessários não deveriam sequer vir nas famosas listas. No entanto há alguns conselhos que, não sendo de todo essenciais, costumo dar nas minhas formações sobre o tema e que partilho, hoje, aqui convosco.

Há um produto de cosmética que deveria fazer parte de todas as listas de malas para a Maternidade mas que é muitas vezes esquecido… o “anti-olheiras” 🙂 . Na Maternidade a ex-grávida/recém-mamã passa as primeiras de muitas noites em claro. Seja por um trabalho de parto que ocorre e/ou se prolonga pelo noite dentro, seja pelo choro interminável alternado e/ou simultâneo de todos os bebés (incluindo o(s) nosso(s)), seja pelo cocktail de hormonas libertadas que nos deixam em alerta máximo para qualquer suspiro cujo volume seja mais elevado do que o som de uma pena a cair, seja, pura e simplesmente, porque ficamos em contemplação de todos os pormenores da nossa mais recente obra-prima de arte. E, na Maternidade, todos os dias são dias de foto “para mais tarde recordar”, não queremos recordar também as olheiras e os registos das noites difíceis.

E falando em momentos fotográficos, nunca é demais lembrar que carregadores de bateria, baterias extra, cartões de memória e os vários acessórios necessários ao devido registo da época, nunca devem ficar esquecidos. 🙂

Kits de recolha de sangue e/ou cordão umbilical, caso tenham tomado essa decisão, não pode ficar esquecido. É daquelas coisas que só há um momento único para ser usado e não há volta a dar em caso de esquecimento.

Comida, bebida. A verdade é que “comida de hospital” é “comida de hospital”… é normalmente insípida e tem horários fixos (não há buffet 24h/7). No entanto, ainda não arranjamos forma de agendar horas (pequeninas) de nascimento. Logo, até podemos estar várias horas em trabalho de parto e sem comer, o que não significa que vamos ter as refeições todas que saltámos à nossa espera quando chegarmos ao internamento (pós-parto). Portanto, fala a voz da experiência, pelo sim pelo não, levem uns petiscos na mala, umas bolachas/barras de cereais, uns sumos/leites e uma garrafa de água.

Revistas e/ou livros de temas não associados à maternidade porque se é verdade que muitas grávidas já “devoraram” toda a literatura temática existente durante a gravidez, também é verdade que aqueles primeiros dias pode dar-se um assoberbamento do impacto de passar a ser mãe e responsável por um novo Ser que colocamos no mundo. Logo, ter algo a que possamos recorrer que nos permita lembrar que somos nós, iguais (mas diferentes) ao que éramos antes de ser mães. Algo que nos permita fazer uma pausa do mundo intensivo da maternidade é algo que considero importante.

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Como tratar das roupinhas dos recém-nascidos

A roupa do recém nascido deve ser lavada com detergentes hipoalergénicos (sem perfume). Deve ser passada por água limpa após a lavagem (na máquina, escolher o programa com mais enxaguagens). Deve ser seca ao Sol, os raios de Sol desinfectam. Não deve ser deixada a secar em dias de vento, acumula poeiras.

roupasFoto de Alan de Souza, via freeimages.com

Deve ser integralmente passada a ferro de ambos os lados (avesso e direito), para desinfectar. As mudas completas devem ser guardadas em sacos fechados tal como se levam para a maternidade, de forma a ser mais prático o acesso (não se vai à gaveta buscar o body, à prateleira buscar as calças, à cómoda buscar o babygrow…).

Por fim, deve estar organizada por tamanhos. Medir as peças umas pelas outras e não confiar nas etiquetas (há grandes diferenças entre marcas para tamanhos supostamente iguais). Nos primeiros dias tudo o que poupe tempo é extremamente valioso. A organização prévia poupa muuuuuuuuuito tempo!

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Como conseguir que o bebé durma a noite inteira

Os bebés entram muito facilmente em rotinas, o truque é conseguir que sejam as rotinas corretas.

bebeFoto: Nino Satria, via freeimages.com

O bebé só conseguirá dormir a noite toda quando não tiver necessidade de se alimentar durante a noite.
Após a recuperação do peso da nascença e início da estabilização do crescimento, +/- após o 1º mês, o bebé começará a aumentar o tempo de sono progressivamente, nesta idade, um soninho maior (umas 4 ou 5 horinhas) já é muito bom.

Por norma, aos 3 meses inicia-se um período de crescimento intenso e os bebés tendem a regredir no que diz respeito ao tempo de sono seguido durante a noite, visto que precisam de mais alimento. Após esta fase rapidamente voltam aos sonos longos. Nesta idade, 6 ou 7 horas seguidas é óptimo.

Mais tarde, aos 6 meses temos novo pico de crescimento. Após este, iniciam-se as verdadeira noites completas entre 8 e 12 horas seguidas…

O que ter em conta: um bebé só dorme bem se estiver bem alimentado e sem nada a incomodar. Um dente que nasça, uma constipaçãozinha, uma noite mais fria e vamos ter acordares durante a noite, o importante é acalmar o bebé sem que ele chegue a despertar. Nunca iniciar brincadeiras, conversinhas, nem nenhuma outra actividade que desperte o bebé. Manter a luminosidade o mais baixo possível e só mudar a fralda quando for mesmo indispensável.

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Chupeta: sim ou não?

Este é um tema com que todos os pais se deparam e, como em tantas outras coisas na vida, tem de se tomar uma decisão. Não se deve dar só porque sim… Será que todos os bebés precisam de chupeta? Há crianças que nunca tocaram numa chupeta e “sobreviveram”.

A chupeta não é de todo obrigatória. A chupeta foi inventada em 1680 e como podemos ver pelo nome em inglês (pacifier) foi criada com o intuito de acalmar bebés. E, diga-se… é realmente eficaz!

chuchas

O reflexo de sucção é inapto, ou seja, o bebé (recém-nascido de tempo) já nasce com a capacidade de sugar o que lhe seja colocado na boca. Esta capacidade é que lhe permite alimentar-se fora da barriga da mãe, ou seja. mamar. E é precisamente este facto que pode causar problemas quando se introduz precocemente uma chupeta. Esta ativa o reflexo que permite ao bebé alimentar-se não o alimentando… Logo, a chupeta não deve ser introduzida antes do bom estabelecimento da amamentação. Só quando mãe e bebé estiverem perfeitamente à vontade com a amamentação e esta esteja a decorrer sem problemas associados é que se deve ponderar a introdução da chupeta.

Prós:
Acalma o bebé em situação de birra/sono.
Parece haver evidência de proteção do Síndrome de Morte Súbita quando usada durante a noite, após o 1°mês de vida.

Contras:
Torna-se num vício.
Pode causar alergias (à baba, ao látex, etc…).
Grande fonte de bicharadas e vírus.
Pouco higiénicas.

Como em tudo, nem 8, nem 80. É uma decisão que compete única e exclusivamente aos pais e que deve ser devidamente ponderada entre ambos.