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Alguns mitos relacionados com as fraldas

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Em caso de assadura não se pode usar toalhetes na muda da fralda e é bom lavar sempre com água

Quando há uma assadura, ou uma vermelhidão, eritema, infecção fúngica ou bacteriana, na zona da fralda há sempre quem recomende que se lave a pele com água a todas as mudas de fralda. Como todas as recomendações generalistas, esta é mais uma que pode dar em asneira. Pensem lá: como ficaria a vossa pele de tomassem 6 a 8 banhos por dia? A água por muito inofensiva que pareça pode levar a secura excessiva da pele. Isto numa pele saudável já obriga a medidas de hidratação extra, numa pele já lesionada pode potenciar o aparecimento de outros problemas associados à perda de integridade da barreira da pele que, por secura excessiva, perde a camada de gordura (sebo/primeira barreira), perde a camada de células mortas (córnea/segunda barreira), ficando dessa forma mais exposta a vírus/fungos/bactérias, etc… Portanto, e em qualquer afecção da zona da fralda, o mais importante é minimizar o contacto da pele com fezes e urina, seja usando fraldas mais absorventes (chamadas “rabinho seco”) ou seja aumentando a frequência de troca (idealmente imediatamente a seguir a cada uso da mesma). É igualmente importante garantir uma adequada  higienização, removendo todos os detritos, e, por fim, fornecer à pele as condições ideais para uma rápida regeneração.

As fraldas descartáveis causam alergias
Em teoria toda e qualquer substância pode causar alergia numa pele suscetível. E aqui podemos incluir o metal das molas das reutilizáveis, o detergente impregnado no algodão das mesmas, os elásticos (quer das descartáveis, quer das reutilizáveis), etc.

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Fraldas e fraldinhas

O universo das fraldas é algo incontornável para qualquer recém-família. A começar pela quantidade, passando pelos tipos, modelos, impacto ambiental e económico, algo tão simples quanto uma fralda, pode tirar horas de sono e descanso aos futuros pais e ter impacto real na saúde e bem estar do bebé.

Vamos então por partes…

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Quantidade:
Um recém-nascido pode sujar entre 8 e 12 fraldas por dia.
Mais para a frente diminui ligeiramente mas nunca baixa mais do que 5 por dia até por volta dos 2/3 anos.

Tipos e Modelos:
Existem fraldas descartáveis (usar e deitar fora) e reutilizáveis (usar, lavar e voltar a usar).
Nas descartáveis existem as de absorção rápida, as de grande capacidade para períodos mais longos (ex: noite), as de absorção à base de fibras (menos eficazes a manter rabinhos secos),  as à base de polímeros (isolam melhor a humidade), as  biodegradáveis, as específicas para usar em água (ex: piscina, mar), as fraldas de adesivos e as de cueca (que ajudam na transição para largar as fraldas).
Nas reutilizáveis existem as ajustáveis de tamanho único (acompanham o crescimento da criança), as tradicionais em vários tamanhos, as de bolso (têm absorventes que se inserem num bolso interno), as integradas em fatos de banho para uso em água (ex: piscina, mar), etc…

Impacto Ambiental e Económico:
Obviamente, as descartáveis não biodegradáveis aumentam em muito a nossa pegada ecológica. A practicidade paga-se com impacto ambiental. A meio caminho existem as descartáveis  biodegradáveis que apesar de não serem 100% degradáveis sempre aliviam a nossa consciência ecológica. A pegada fica menor com as reutilizáveis, claro. No entanto não nos podemos esquecer das lavagens necessárias, a poluição de água com detergentes, os consumos de eletricidade, etc… certo?
Economicamente falando, toda e qualquer opção tem grande impacto no orçamento familiar. As reutilizáveis obrigam a um maior investimento inicial que é rentabilizado mais tarde (e principalmente quando se volta a ser pai), as descartáveis obrigam a um gasto regular e mais ou menos constante ao longo de 2 a 3 anos.

E quantos mitos relacionados com as fraldas, conhecem? Próximo artigo!