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Alguns mitos relacionados com as fraldas

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Foto via freeimages.com

Em caso de assadura não se pode usar toalhetes na muda da fralda e é bom lavar sempre com água

Quando há uma assadura, ou uma vermelhidão, eritema, infecção fúngica ou bacteriana, na zona da fralda há sempre quem recomende que se lave a pele com água a todas as mudas de fralda. Como todas as recomendações generalistas, esta é mais uma que pode dar em asneira. Pensem lá: como ficaria a vossa pele de tomassem 6 a 8 banhos por dia? A água por muito inofensiva que pareça pode levar a secura excessiva da pele. Isto numa pele saudável já obriga a medidas de hidratação extra, numa pele já lesionada pode potenciar o aparecimento de outros problemas associados à perda de integridade da barreira da pele que, por secura excessiva, perde a camada de gordura (sebo/primeira barreira), perde a camada de células mortas (córnea/segunda barreira), ficando dessa forma mais exposta a vírus/fungos/bactérias, etc… Portanto, e em qualquer afecção da zona da fralda, o mais importante é minimizar o contacto da pele com fezes e urina, seja usando fraldas mais absorventes (chamadas “rabinho seco”) ou seja aumentando a frequência de troca (idealmente imediatamente a seguir a cada uso da mesma). É igualmente importante garantir uma adequada  higienização, removendo todos os detritos, e, por fim, fornecer à pele as condições ideais para uma rápida regeneração.

As fraldas descartáveis causam alergias
Em teoria toda e qualquer substância pode causar alergia numa pele suscetível. E aqui podemos incluir o metal das molas das reutilizáveis, o detergente impregnado no algodão das mesmas, os elásticos (quer das descartáveis, quer das reutilizáveis), etc.